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Preconceito e Quadrinhos

20 de agosto de 2014


E o clássico problema de julgar pela capa e chamar "de menininha" não é o único empecilho que as mulheres autoras enfrentam nos universo dos quadrinhos.

Essa semana recebi uma mensagem muito triste de um leitor. Em suma, ele pediu à sua mãe o livro do Como eu realmente e, depois que ela o folheou na livraria, disse que se recusava a comprar para seu filho um livro "de menininha". Pois é. Só por ter cores claras e uma personagem protagonista feminina, o livro foi automaticamente tachado de exclusivo para portadoras de altas taxas de estrogênio no sangue, mesmo que a grande maioria das situações aqui relatadas sejam universais a todos os gêneros. (Isso quando não é jogado na seção infantil também.)

Essa obsessão por rótulos preconceituosos de grande parte do público inibe inúmeros leitores (ou mães de leitores), principalmente do sexo masculino, porque, apesar de gostarem do material, eles se sentem culpados ao lê-lo, como se estivessem fazendo algo de errado. Vocês ficariam assustados com a quantidade de mensagens que eu já recebi de leitores me perguntando se o Como eu realmente é mesmo só para mulheres, ou se eles podem ler também. É claro que podem! Quem define pra quem ele é são vocês, queridos. O público. E também não precisam me dizer que "gostam muito, apesar de serem homens". Vocês nunca precisam justificar um gosto para alguém. Gosto é gosto, não é vergonha.

Aliás, todos temos o direito de gostar do que quisermos, enquanto não estivermos prejudicando ninguém, assim como temos o dever de respeitar o gosto das outras pessoas.

Então é essa a minha mensagem final: nunca permitam que o preconceito imponha limites a vocês, e muito menos deixem que o julgamento alheio os impeça de serem quem realmente são. Vocês mesmos.




Falando em mulheres nos quadrinhos, tem projetos lindos para incentivar o crescimento das nossas amigas nesse ramo. Super recomendo pra quem quiser acompanhar ou apoiar de qualquer forma o 1º Encontro Lady’s Comics que acontecerá em outubro em BH e o livro da página Mulheres nos Quadrinhos, que já está confirmadíssimo no Catarse. :)


Nunca sozinha

17 de agosto de 2014


Acima de tudo, bichinhos nos amam sem nos julgar. Não ficam ressentidos nem pensam menos de nós quando erramos, e estão sempre prontos para nos perdoar. Os humanos têm muito o que aprender com eles sobre amor incondicional.

Obs.: Mas esse post não é um incentivo a cortar relações sociais com humanos pra virar "a maluca dos gatos" não, ein.
Obs.2: Sim, fiz a ilustração bem antes de ter qualquer ideia para a tirinha, e depois a encaixei. Espero que tenha feito sentido pra vocês. Quem quiser, é só clicar na imagem abaixo para vê-la maior no Facebook:



Gosto literário

13 de agosto de 2014

 

O problema de gostar de muita coisa é a compulsão doentia que vem com isso. Você começa a comprar todos os livros que vê pela frente para aquele distante dia em que finalmente vai estar a fim de ler sobre aquele tema, até vender todas as suas possessões materiais, imóveis e órgãos corporais para alimentar seu vício e acabar como um indigente surpreendentemente letrado, metendo a cabeça para fora da sua cabaninha de livros e papelões sujos de yakisoba do lixo do bandejão da esquina para gritar para os passantes algumas curiosidades dos livros mais obscuros que você já leu, enquanto mães assustadas puxam seus filhos para longe de você na calçada pedindo que não mantenham contato visual com o "mendigo maluco".

Obs.: Sim, fiz um período com 8 linhas e um único ponto final. Fôlego, deal with it.




Como eu realmente em São Paulo


Falando em livros, a Bienal Internacional de São Paulo tá chegando aí, e eu vou estar lá! Quem vai lá garantir o seu livro do Como eu realmente autografado e me dar um abraço? \o/





Como eu realmente em Curitiba


E TA-DÃÃÃÃ! CURITIBA TÁ CONFIRMADOOO! Sim, vou marcar presença na Gibicon, no início de setembro, e estou doida pra conhecer vocês, bolinhos do sul! :D




Pais e roupas

10 de agosto de 2014

 

Sorte que meu pai não costuma comprar roupas para si mesmo, tendo sobrevivido a uma dieta vestuária de presentes de aniversário, Natal e Dia dos Pais pelos últimos 20 anos. Se ele tivesse que escolhê-las sozinho, aposto que compraria até calça saruel de oncinha, se ela cumprisse com o seu requisito básico de ter mais de √n/12*3,2 bolsos (onde n=comprimento em metros da altura da vestimenta em questão).

Feliz Dia dos Pais! ​°ᵕ°


Preguiça seletiva

6 de agosto de 2014


 Mas existem coisas que deixamos de fazer não só por preguiça. Preconceito e medo do desconhecido frequentemente impõem barreiras invisíveis a nossa volta. Acabamos impedindo a nós mesmos de viver nossas vidas ao ápice de sua capacidade e beleza. Tentando lutar contra isso, um dia desses finalmente tomei coragem e juntei cada pedacinho audacioso da minha força de vontade para romper minhas autolimitações. E arrisquei. Desde que comi aquela última fatia cascuda do pão de forma e descobri que ela tinha o mesmo gosto de todas as outras, o mundo brilha com cores mais vivas ao meu redor.


Prioridades Felinas

3 de agosto de 2014


O ato de capturar a atenção de Srta. Garrinhas está atualmente listado entre os poucos desejos que Shenlong não é capaz de realizar. Partiu Namekusei?


Bônus: a vida imita a arte

Fangirls e Harry Potter

31 de julho de 2014


Posso passar anos sem ler nem ver nada do universo Potteriano e, mesmo assim, sempre que encontro com Harry, Rony e Hermione fico com a mesma sensação gostosa e nostálgica de quem reencontra um grande amigo que não vê há muito tempo. Aliás, quem é que vai dizer que eles não são, de verdade, meus amigos? Com certeza deve ter alguma corrente filosófica defendendo que o único requisito para algo existir é que haja um ser racional com algum sentimento por esse algo - no meu caso, amor pelos personagens. Então, se eu gosto deles, tecnicamente eles existem de verdade, mesmo que só no mundo das ideias.

...Pensei em continuar o texto aqui com mais uma reflexão existencialista sobre o fato de talvez só existir o mundo das ideias, já que toda a experiência que temos com o mundo a nossa volta é sensorial, particular e pode muito bem não ser real, então tecnicamente os personagens e pessoas que conhecemos teriam o mesmo nível de "realidade", mas eu já estaria fugindo demais do assunto e me perdendo em conceitos que não domino, hahahahahah. Que capacidade impressionante a filosofia tem de fazer o universo parecer muito doido.


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