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Preconceito literário

 

A literatura para jovens adultos sofreu um boom enorme nos últimos anos e não é só porque o público é ávido pela leitura. Acho que cada vez mais os autores descobrem a maravilha que é trabalhar com protagonistas de 16-17 anos, uma vez que, como personagens, eles oferecem mil facilidades para a narrativa, de modo geral. Por serem jovens, não precisam de um passado tão vasto quanto alguém que já viveu quarenta anos, e ainda têm espaço para crescer e se desenvolver junto ao leitor. Além disso, a adolescência e os hormônios à flor da pele com novas experiências fazem os personagens mais intensos, o que ajuda a agregar drama e sentimento à trama. Como facilidade para o roteiro, ainda, o jovem também não tem as responsabilidades que "prendem" as ações do adulto, normalmente. Em resumo: o personagem jovem adulto é um protagonista livre para ser moldado e para crescer com o leitor, facilitando a identificação. Perfeito! Mas isso é só a minha opinião. O que vocês acham?

Extra: não falei sobre preconceito literário no comentário porque tenho alguns links pra compartilhar com vocês que já cobriram o assunto muito melhor do que eu. Divirtam-se. ​°ᵕ°



Sobre leituras e leitores, por Taissa Reis.



59 comentários :

  1. Sabe que preconceito é uma coisa que tira das nossas mãos excelentes oportunidades em todas as áreas da vida e isso eu já comprovei pessoalmente.
    Quantas coisas eu deixei de ouvir, ler, aprender, etc. por ter me fechado no momento e hoje eu me sinto uma besta por isso.
    Tudo tem sua validade, e antes de falar algo - principalmente ao quatro ventos, como preconceituosos tanto gostam - é preciso sentar e conhecer. Se não gostou mesmo assim, ótimo, senão, melhor ainda. Você acabou de derrubar uma barreira que você mesmo levantou a tôa. Sinta-se mais leve. =)


    Eu adoro explorar essa faixa etária porque foi nessa época que tive minhas maiores aventuras pessoais. Quem não vive mais intensamente com essa idade? Tudo é tão fácil e ao mesmo tempo tão difícil!
    Adorei suas colocações sobre isso, concordo totalmente. ^^

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  2. No meu caso, eu teria muito preconceito se a história fosse só o que esta dizendo no primeiro quadrinho. hehehe! Adoro livro de "nerd, mulherzinha, adolestenzinho sem profundidade". :p

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  3. Amo todas as formas de textos, sem preconceitos. Mas já fui interrogado mais uma de vez, por quem me viu lendo Pearcy Jackson "Nossa, mas você lendo isso?". Ainda que eu "só" lesse isso, isso era mais que a maioria das pessoas lêem, qual o problema? Aliás, o que não falta é gestor de vida alheia no mundo, não? Curti a tirinha, valeu.

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  4. Crônicas do Mundo Emerso :)?

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  5. Beatriz Martins Araujo19 de novembro de 2014 17:25

    Eu lembro que uma vez li sobre isso:http://lounge.obviousmag.org/caminhos_do_conhecer/2014/04/ja-sofreu-preconceito-literario.html
    ...
    A real é que isso não só nos prejudica como também nos torna ignorantes.
    Deixar de ler algo só pelas referências dadas em sinopses não justifica isso. Mas

    tenso mesmo é sofrer preconceito por estar lendo tal livro, estar escutando tal música, estar apreciando tal filme...

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  6. Eu realmente sofro esse preconceito. Outro dia minha tia me viu lendo um livro, e só pelo que ela viu na capa ela falou: "Isso é livro de menininha. Cresce, Laysa." Aí eu fiquei realmente pensando se meu gosto literário precisava amadurecer, ou alguma coisa assim. Mas no seu comentário você me ajudou a enxergar que não é assim...

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  7. Esqueci de falar que de maneira alguma deixei de ler os livros que gosto por causa do que me falaram. E também quero dizer que a história descrita na tirinha ficou INCRÍVEL! Quando você vai escrever?

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  8. Eu compro briga com meio mundo por causa de Jogos Vorazes, porque as pessoas pegaram Crepúsculo e baixaram um padrão para tudo o que sai como young adult ou juvenil.


    Nem tudo é bom, mas temos ótimas críticas sociais, temos grandes protagonistas femininas e excelentes enredos em muitas obras e as pessoas estão aí, marcando bobeira.


    Tem muito mais romancezinho em 1984 do que em Jogos Vorazes, já que essa parece ser a preocupação de tanta gente.

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  9. Sinto que essa tirinha teve uma inspiração num certo filme que lançou hoje, cujo nome começa com Jogos e termina com Vorazes... Hahahahahaha Mas esse preconceito realmente existe e não so com os livros, mas com seus leitores!! So pq a pessoa esta lendo um livro assim, quer dizer que ela é infantil ou imatura ou algo parecido??? Infantil e imaturo é a pessoa que pensa isso, mas é só minha opinião... Beijão, Niazinha!! Te adoro!! 😍

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  10. Não tem coisa mais insuportável do que preconceito com personagem (protagonista) mulher ._. já é tão pouca a quantidade de protagonistas femininas no mundo, pra querer jogar ainda mais no limbo desse pensamento machista tacanho....
    Mas nos livros em geral, eu posso estar super errada, mas tem temáticas que estão se repetindo bastante, atualmente, com esse mesmo tipo de idéia ~mundo, distópico, protagonista adolescente~ e isso favorece um espaço em que o "vendável" se sobreponha ao que é "bom". Não que algo que venda muito é sinônimo de algo ruim, mas apesar de se dizer que "mundos pós-apocalípticos e personagens adolescentes rendem desenvolvimento junto com o leitor" não é bem isso que vem acontecendo com os livros. Eles se tornaram muito repetitivos, lugar-comum e é chato não se ver essa variedade realmente atuando. Eu realmente adoro Jogos Vorazes, mas depois de um tempo pegando livros no mesmo estilo, não há realmente uma criatividade muito maior por detrás da história (e não, não vou colocar exemplos aqui porque não é minha intenção gerar discussão).
    Por outro lado, se for buscar estas mesmas temáticas em livros que não estão "em evidência", poderá ver muitas autoras (tem autores, mas a maioria que vejo hoje é autora -e isso me deixa muito feliz-) que realmente inovam, ou trazem elementos que puxam atenção para AQUELE livro, e não "só mais um que dá pra comparar com X ou Y série".
    Posso estar sendo muito chata, mas acho muito over essa história de "olha, esse mote deu certo VAMOS LOTAR O MUNDO COM TODOS OS LIVROS POSSÍVEIS SOBRE ISSO". Magia, vampiros, distopia, zumbis, princesas - todos tem seu lugar, todos são super motes bacanas e que merecem ser escritos, mas a criatividade e o off-marketing também é super legal de se estimular.
    E só pra concluir que eu amei esse post como todos os outros <3

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  11. Eu era pré-adolescente quando começaram a produzir os filmes de Harry
    Potter, e foi assim que eu descobri a série de livros do personagem.
    Acompanhei os filmes, mas só comecei a adquirir os livros mais tarde,
    quando tive mais autonomia para comprá-los (assim como outros livros).
    Harry Potter foi um dos grandes motivos para eu me tornar uma jovem
    adulta mega consumidora de literatura. Mas isso não vem ao caso, o fato é
    que na época (pelo menos no meu espaço de convívio) a série era taxada
    de "historinha pra criança", e se vc era um adolescente de 18-19 anos e
    se mostrasse fã de Harry Potter, xiiii... Um adulto lendo então, seria
    inadmissível. O preconceito reinava! Hoje em dia, acho que essa visão
    quanto à HP mudou um pouco mais. Talvez por que as crianças que
    acompanharam os filmes e livros cresceram, e continuam tendo a série em
    alta conta. Lembrei justamente de HP quando você falou sobre o
    personagem crescer com o leitor, por que foi essa a minha sensação com o
    decorrer dos anos. A história amadureceu, eu amadureci.

    Acho que a leitura (e a literatura em si) é válida em toda a sua diversidade.
    Encontra-se profundidade e qualidade em livros para todos os públicos, e
    acho que isso depende muito da qualidade do autor, como também, da
    percepção do leitor.
    Eu nunca tinha pensado por esse viés da idade
    do personagem, como você colocou, e isso me fez refletir sobre como sou
    muito mais atraída por histórias com personagens crianças e jovens em
    geral. Personagens crianças podem ter uma história tão densa (tipo Liesel, de 'A menina que roubava livros') quanto a de um personagem adulto.

    Acho que hoje eu transito bem entre os gêneros de livros por que sou
    bastante eclética e acabo me interessando por coisas variadas. Todos os
    anos tenho que ler ao menos uma vez "Orgulho e preconceito", mas também
    sou fascinada por qualquer obra de Tolkien, além de ter começado uma
    coleção de livros infantis com os meus autores/ilustradores favoritos.
    Odeio o preconceito em todas as suas formas, e tento evitar.
    As pessoas que gostam de parecer cult SEMPRE me incomodaram. A leitura é
    uma coisa pessoal, que faço por que me divirto ao fazer. Vale aquela
    máxima do "gosto não se discute" - e essa vai pra minha tia, que um dia
    me viu lendo G.R.R.Martin e disse "Você lê essas coisas?... Devia ler os
    livros que Rayssa (filha dela) lê!". O problema é que minha prima lê
    livros como "Filhos bem-sucedidos" - e não, eu não estou sendo preconceituosa, é só que eu não tenho interesse por isso.

    Ufa... terminei minha dissertação! hahahaha (sou prolixa mesmo =x)
    Foi a tirinha que me empolgou! :P

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  12. Bom, o problema é que a maioria dos livros lançados e consumidos ultimamente tem sempre a mesma combinação" adolescente que sente controlado(a)(agora geralmente é menina) , duvida e tem suspeitas dos conhecimentos dos mais velhos, está sempre num maldito triangulo amoroso, vira a pica da galaxia la pelo terceiro filme, muda tudo é um messias em um corpo de dezessete anos. Tá tudo muito parecido, e aí realmente, fica dificil dar credito.

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  13. Engraçado Nia, uns três dias atrás eu estava lendo sobre preconceito literário. Li vários blogs, diversos comentários e até compartilhei uma postagem que achei interessante no facebook - http://lounge.obviousmag.org/caminhos_do_conhecer/2014/04/ja-sofreu-preconceito-literario.html. Então, acabei percebendo que também tinha certo preconceito com alguns gêneros (não vou me aprofundar sobre isso) e me senti incomodada com minha forma de pensar. Parei para pensar e acho que todo tipo de leitura é valida, a pessoa tem que ler para agradar a si e não aos outros, mas acho que é legal analisar o conteúdo e não ficar apenas na superfície, perceber que nem tudo é totalmente maravilhoso ou horrível e não ficar sempre na zona de conforto, sempre procurando conhecer outros gêneros e autores. É meio pedante se achar melhor por ler apenas o que é considerado "alta literatura" e chamar todo o resto de lixo, julgando quem lê "subliteratura" como pessoas de intelecto inferior. Como eu disse, eu leio para mim, se isso acrescenta algo na minha vida ou ao meu conhecimento, ou não, ninguém tem como avaliar apenas com base no meu gosto literário. Aliás, muito boa sua tirinha e o comentário! Obrigada por compartilhar outros textos sobre o assunto.

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  14. Também já sofri preconceito literário, especialmente por ler fantasia. Algumas pessoas parecem acreditar que livros voltados para o público adulto "não podem" ter fantasia, que devem falar somente sobre a realidade (sem saber que existem excelentes livros de fantasia voltados para adultos), por isso já ouvi coisas do tipo "mas você só gosta desses livros juvenis de aventura?". Também já ouvi coisas como "mas você não tem mais tempo para isso, precisa começar a ler outros tipos de livros".
    Mas essas pessoas esquecem que um adulto não precisa necessariamente deixar de ler livros voltados ao público adolescente ou infantil, e que a escolha do livro cabe somente a quem irá lê-lo (e se a pessoa quiser ler somente livros juvenis pelo resto da vida é um direito dela, e ninguém tem o direito de tentar mudar isso, por mais que não goste da atitude). Uma pessoa de 60 anos não será menos gente pelo fato de seu livro favorito ser Percy Jackson.
    Não que eu esteja desestimulando as pessoas a expandirem seus gostos literários e a descobrirem novos e excelentes livros, mas o prazer somente virá se ela fizer isso por vontade própria, e não por imposição da sociedade. Afinal, a literatura é entretenimento, deve proporcionar prazer (qualquer reflexão ou aprendizado que vier disso é um bônus).
    E um livro voltado para o público juvenil não deixa de ter conteúdo e profundidade apenas por causa disso, apenas será mais leve e terá, possivelmente, uma linguagem mais simples, pois dificilmente um adolescente de 13 ou 14 anos estará em busca de metáforas ou discussões profundas sobre o cerne da alma humana (mais uma vez lembrando que o fato de o livro ser voltado para essa faixa etária não impede que pessoas mais velhas o leiam).
    Voltando à fantasia e à ficção científica, tão depreciadas por muitos leitores, elas abrem muito espaço para discussões sobre as relações humanas, tanto quanto qualquer outro livro que se passe em um mundo idêntico ao real. Permite que se fale sobre ética e valores morais, sobre diferenças entre culturas, sobre busca por conhecimento, sobre morte, sobre uso de recursos não disponíveis a todos (como por exemplo a magia)... As possibilidades são muitas, e esses gêneros servem para discutir essas questões tanto quanto qualquer outro. Como eu gosto de dizer, não são melhores nem piores, são apenas métodos diferentes de abordar um tema, e com essa maior variedade de gêneros há maior possibilidade de agradar aos mais diferentes gostos.

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  15. Ela literalmente julgou o livro pela capa!

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  16. thisnicederangement20 de novembro de 2014 09:48

    Tenho 33 anos e já li muito Young Adult, e amo distopias, seja YA ou da literatura considerada "de gente grande". De todos os YA que já li, The Hunger Games é de longe a melhor série, tanto por causa dos temas atuais e sérios, quanto pela ausência de drama romântico. A Katniss tem sim, dois pretendentes, mas o FOCO principal dela não é esse. Talvez seja a minha idade rs, ou o fato de que já sou casada, mas eu não aguento mais ler romances cheios de "teen angst". Sabe por quê? Não porque eu pense que esses romances não existem ou não sejam importantes na vida da pessoa, mas é porque, na situação em que esses personagens geralmente se encontram, um romance daquele jeito soa muito, muito forçado e fora da realidade. Por exemplo, tem uma série de livros YA distópicos aí (não vou falar o nome mas quem leu vai reconhecer) em que a personagem principal perde o pai e a mãe, assassinados, no mesmo dia. Pouco tempo depois ela está num lugar com o irmão e o namorado. Mas ela está brava com o irmão. O que ela faz? Abraça o irmão nesse momento de dor profunda, chora com ele, esquecendo momentaneamente as diferenças deles? Não... ela vai e... dá uns amassos com o namorado!!! Acreditem, já passei por situações de luto na família e eu sei que a morte une as pessoas, e te deixa totalmente sem tesão nenhum!


    É engraçado que Twilight é muito criticado (com razão) por ter uma protagonista paradona que não faz nada de útil, mas, no contexto dela, faz mais sentido ela ficar arrasada e não querer mais viver sem o namorado do que qualquer outra heroína distópica, que tem muito mais com o que se preocupar na vida do que namorados... tipo, se ela vai sobreviver até o dia seguinte, ou algo assim rs.


    Mas enfim, por causa dessa minha aversão a romances fora da realidade, também gostei muito da série Percy Jackson. Eu ria alto lendo os livros, passei semanas sentindo falta dos personagens depois que terminei (a série original), e, como ele é novinho, não tem tanta ênfase no romance.


    Mais uma vez, não estou dizendo que livros YA não devem ter romances, só acho que eles poderiam ser escritos de uma maneira mais crível na história. Coloque o casal pra dar uns amassos, mas pelo menos faça isso de uma forma melhor, que faça sentido no contexto geral da história.

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  17. thisnicederangement20 de novembro de 2014 09:53

    Já dizia CS Lewis: "um dia você terá idade para começar a ler contos de fada novamente." Muita gente ainda tem esse pensamento retrógrado de que fairytales (fantasias) são para criancinhas. Não sabem o que estão perdendo.

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  18. thisnicederangement20 de novembro de 2014 09:55

    Também acho que o "mercado distópico" está saturado, rs... Eu gostaria de ver mais histórias profundas e quase adultas, como Hunger Games. Mas a maioria que vejo são bem rasinhas.

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  19. thisnicederangement20 de novembro de 2014 09:56

    Gestor de vida alheia hahaha

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  20. thisnicederangement20 de novembro de 2014 09:59

    Para quem gosta de distopias mas enjoou das histórias parecidas, "Red Rising", do Pierce Brown, é um livro bem legal. Achei uma mistura de Percy Jackson com Hunger Games... se é que isso faz sentido. É distópico, é sci-fi, é interestelar. Até agora só saiu o primeiro livro.

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  21. ...quer dizer que um livro só vale/ só tem conteúdo se o personagem for um cara com pelo menos 20 anos, qualquer outro personagem mais novo ou não-homem seria fútil e raso demais para ser explorado?
    bah -_- as pessoas tão perdendo seu tempo de LER ao criarem preconceitos assim.
    adorei sua posição, Niazinha ♥

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  22. aí pode ser porque muitos autores descobriram que a fórmula funciona e decidiram "investir" na mesma coisa, talvez?

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  23. Mas gente, te uma mesma sinopse podem nascer n histórias diferentes, porque o que importa é a jornada. Imagina o autor que tem uma mega história legal mas não pode mais escrever porque "está na moda"? Não sou contra nenhuma moda. Que as pessoas sejam felizes lendo e, quando cansar, cansou. :)

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  24. Laysa, fiquei curioso.. qual era o livro?!

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  25. Nossa você realmente conseguia captar os preconceitos. Tanas e tantas vezes já me crucificaram por ter uma protagonista no livro "livro de mulherzinha".
    Acho que livros de mulherzinhas podem ser ótimos, assim como adolescentezinho sem profundidade.

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  26. Também acho, Nia! Sempre haverá pessoas que vão gostar de determinadas histórias, assim como há gente que não gosta de Hunger Games - mesmo sendo uma história muito bem construída.
    Acho que sempre há espaço no mercado, e também acho que nenhum tema se satura. Esse mundo literário é tão infinito... O problema é mesmo a qualidade do trabalho. Com toda certeza há publicações que querem emplacar pela moda do momento. Aí vai o julgamento do leitor... Cada um sabe o que lhe agrada. :)

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  27. É jogos Vorazes galera! o que a Nia descreve na tirinha.

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  28. Na verdade eu só fiz uma sinopse genérica de livros de distopia+fantasia, nada em mente, hahahahah.

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  29. Jura? pq foi a primeira coisa que me veio em mente, acho que foi pela estréia de A Esperança e pelo arco hahaha Mas ficou ótimo mesmo assim <3

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  30. Então, a questão não é que você não possa usar "porque está na moda". É claro que um tema que está em constante uso estimulará pessoas a escrever sobre, o que gerará mais histórias (e muitas boas, outras mais lugar-comum). Meu questionamento é o fato de que essas histórias na moda sempre acabam pegando o lado do marketing, privilegiando uma história/série que não tem nada de diferencial do que o já oferecido no mercado, em contrapartida à ter oportunidades iguais para muitos escritores, tanto do mesmo gênero quanto para outros. E por isso o mercado fica saturado: exatamente pelo mundo da literatura ser infinito, com muitas possibilidades, que não deveria se pensar apenas no "na moda", mas sim pensar em todas as outras gamas de possibilidades, na mescla de temáticas, ou mesmo sinopses parecidas, mas que a história seja, como vc falou, mega legal. O saturamento não são os autores ou os leitores que criam, mas sim o mercado da literatura. Se um livro/saga vendeu milhões, não necessariamente significa que seja bom, mas sim porque ele recebeu uma atenção maior do mercado, que estimulou compradores a olhar para aquele livro e pensar em comprar. Se ele é realmente bom, inovador, ou traz uma forma diferente, é pura sorte.
    É tipo mercado de livros brasileiros x mercado de livros estrangeiros, se eu não fui clara o suficiente. Não significa que todos os livros estrangeiros são excelentes, mas eles possuem mais estímulo do mercado, que gera mais compradores deles, ao mesmo tempo que existe esse preconceito com literatura brasileira e aí, o mercado fica saturado de livros estrangeiros, sem ter uma real oportunidade de se mostrar o potencial que os livros brasileiros possuem, bem como sua variedade e suas peculiaridades.
    Espero que tenha ficado mais claro isso - a saturação é causada porque esses livros "na moda" são os que rendem mais ao mercado, de forma que não necessariamente será uma leitura boa ou que tenha algum diferencial - o lugar-comum, o raso e o ruim também terão espaço e divulgação por estarem nesse balaio.
    (sim, ruim é subjetivo, mas reitero que não uso como sinônimo de "vendeu milhões").

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  31. Adorável seu uniforme, Niazinha.
    MAS ESPERA AÍ! Se é um pós apocalíptico, onde está a srta. Garrinhas dominando geral? :)

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  32. thisnicederangement20 de novembro de 2014 13:19

    Não ligo da história ser repetida, desde que tenha bons personagens e seja bem contada. :)

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  33. Enquanto as pessoas não estiverem dispostas a aceitarem que um personagem em que você "cresce junto", não é necessariamente infantil, haverá esse tipo de bobagem.
    Um personagem jovem, torna mais palpável o vínculo entre o leitor e a obra. Como você bem disse, isso tira parte da dificuldade de ter de explicar toda a carga emocional. Acho, ainda, que as cargas vão sendo desenvolvidas e sentidas muito mais profundamente por aqueles que têm nos protagonistas imaturos, um reflexo de seus pensamentos, desejos e vivências, mesmo estando em um universo fantasioso.
    Há obras e obras. Querer discriminar algo por ter vasto "conhecimento" literário, não te faz mais capacitado ou polido. Pelo contrário. Faz de você alguém que deixa-se de envolver em algo novo, mesmo sendo algo já familiar.
    Gostei muito de seu comentário e excelente tirinha, Nia!

    Fico feliz, também, em voltar a comentar.
    (apesar do meu texto estar me parecendo bem confuso) =P

    Parabéns!

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  34. Ela comanda tudo das sombras, sem ser importunada. ;-)

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  35. Recomendo Mistborn, é uma Distopia Pós Apocalíptica fantástica aonde a personagem principal ( garota teen ) tem que crescer e aprender a usar poderes recém ganhos.

    Escrito pelo mestre da fantasia fantástica Brandon Sanderson.

    Foi o melhor livro que li ever.

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  36. Olha Laysa, eu acho que o gosto literário é seu, e você pode estar lendo o livro mais bobo e infantil, mas se for o que você gosta. Isso é o que importa ;)

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  37. a primeira coisa que fiz quando terminei o curso de letras foi demorar livros de fantasia ou bestseller bonitinhos. Ficar 4 anos só lendo clássicos sobre a natureza humana e afirmar que apenas isso é literatura me causou quase um tilt. Há realmente em algumas pessoas não um "preconceito", mas um reconhecimento que alguns livros são mais sofisticados, artísticos e com temas humanos atemporais. Mas entendi a crítica, tem gente boba mesmo... Porém espero que uma distopia nesses moldes que você citou acima "jogos vorazes" que é teen e ao mesmo tempo muito reflexiva, entre para os clássicos modernos. E poxa, gosto é gosto. Até Paulo Coelho ensina alguma coisa.

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  38. E tem tempo pra tudo, né? Pra relaxar eu vou querer ler um romance bobinho mesmo. Para os outros, pra mim é divertido e relaxante.

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  39. ele fala isso na dedicatória de um dos contos pra afilhada Lucy Barfield né *__* a dedicatória mais linda que já li na vida <3

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  40. A gente inventa gêneros pra facilitar a identificação das coisas, nego começa a se definir por aquela palavra.

    No fim, se resume a dois gêneros: ruim e bom. Subjetivo, mas honesto.

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  41. Aiiiiii jesuis essa eh msm a Katniss niazada(ou niazinha katnisszada?)??????pai amado qndo eu vi o arco na mao dela eu fiquei em tempo de morrer.Tributa jogada aqui.Vc viu a esperança??Eh mto bom .Pra quem nn viu veja

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  42. Concordo com grande parte de seu comentário, mas não pude deixar de notar que a trilogia que você citou é Divergente (não que o nome seja necessariamente importante). E, bem, eu sou um grande fã da distopia.


    Eu sei que opinião é opinião, porém acho que os tais "amassos" da personagem principal com o namorado se deve ao fato dela estar extremamente arrasada, e frágil. Ela perdeu tudo. Além disso, ela não "chora ou lamenta" com o irmão, porque ele não confiou nela quando precisou. Não sei se você leu o segundo livro da saga, "Insurgente", mas nele, a protagonista (Tris) apoia o irmão e conversa com ele. Ainda assim, neste mesmo livro, o tal irmão faz uma coisa imperdoável com ela, que a deixa totalmente arrasada (não vou dizer o que é, para não dar mais spoilers). Acredito que seja difícil simplesmente "esquecer momentaneamente as diferenças" depois de todos esses acontecimentos.
    *No terceiro e último livro da distopia, você vai se surpreender com a relação entre Tris e seu irmão.


    Enfim, eu sei que essa é a sua opinião, e que não posso mudá-la, mas só queria esclarecer algumas coisas, para não parecer que o livro é só orgia e romance. Até porque, assim como Jogos Vorazes (que eu também adoro, por sinal), o foco principal não é um romance. Acredito que a proposta da trilogia seja mostrar que devemos aceitar o ser humano como ele é: Uma mistura de qualidades, defeitos e emoções, e não tentar enquadrar ninguém em uma só categoria. Para mim, pelo menos, é uma proposta bem diferente de outras distopias YA.


    Espero não ter parecido grosso ou nada parecido. Só queria dizer o que acho. :)

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  43. sim, pensei ter citado isso mas não não citei mas "hollywood é um monstro de hábito", quero dizer, viu que deu certo, ele repete até desgastar, tipo namorado chato que repete piada interna. E assim sendo, os autores também, afinal, seria muita falta de vergonha na minha cara se eu pegasse um certo livro pra me inspirar e saisse escrevendo a história de aventura de um "anão diferente" lutando pra derreter um "bracelete" encantado numa montanha da "destruição", seria muito "parecido(parei com os "") com o hobbit claro. Mas se o autor fosse jovem, a obra fosse recém escrita, e não fosse tão custoso para o cinema fazer boas adaptações, logo a minha obra mais que original estaria nas bancas, e o pior, eu seria chamado de gênio.

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  44. thisnicederangement22 de novembro de 2014 14:25

    Oi Jairo, imagina, você não foi nem um pouco grosso!


    Bem, eu sei que cada pessoa reage de um jeito diferente. Mas é que há pouco tempo passei por uma morte na família e, como eu disse, achei que a Tris beijando o Four ficou até meio de mau gosto. Mas enfim, pode ser a minha idade falando rs. Talvez pra uma adolescente cheia de hormônios e, sei lá, com outra criação e com estresse na cabeça reagiria de maneira diferente. Eu li os 3 livros em poucos dias, foi uma leitura viciante, mas que ao mesmo tempo me deixou com a sensação de que faltava alguma coisa. A conclusão a que eu cheguei no final é que eu não estou mais gostando de distopias YA tanto quanto antes e agora serei mais seletiva, procurando temas mais adultos. Não estou com isso desmerecendo Divergent ou outros livros, é só que, pra mim, eles não estão mais sendo tão satisfatórios (leia-se: tô virando uma velha chata rs). O único no estilo que li depois de Divergent foi "Red Rising", do qual eu gostei (mas ainda não achei tão bom quanto Hunger Games, porém é bastante interessante). E o que estou fazendo agora é indo atrás dos clássicos de ficção científica, além dos que todo mundo conhece, e procurando aqueles que os mais geeks indicam, porque ali dá pra achar umas gemas que alimentam minha fome de fantasias e sci fi. :)

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  45. Também pensei logo em Jogos Vorazes. Mas creio que a Nia fez uma síntese de vários livros deste gênero (Young Adult), com características que despertam o preconceito literário.

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  46. Eu curto literatura clássica e esse boom dos últimos anos tem um vocabulário mais raso. Mas vejo isso como um gosto pessoal, não ouso julgar, até porque não leio! Julgar sem ler é bizarro, concordo com a crítica da tirinha! Só o tempo vai dizer.

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  47. Jefferson, o livro era Princesa Adormecida, da Paula Pimenta. :)

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  48. eu nao curto muito personagens jovens adultos,eles nao tem responsabilidade e tao pouco pontos a explorar,nao tem experiencias nem nada, o maximo que um jovem adulto faria e aprender e cagar tudo de inicio e depois de anos de tanto ler ele ia fazer algo.

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  49. Também pensei em Jogos Vorazes! Eu tinha preconceito, pq é uma trilogia e eu tinha na cabeça que tudo que fosse trilogia era enrolação pra me fazer gastar mais dinheiro, rsrs. Mas me surpreendi! E adorei ler Jogos Vorazes! Não vi o filme ainda. Agora falta superar o preconceito de que todo filme de livro vai arruinar minha visão sobre o livro. rsrs

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  50. Será que é por causa do preconceito literário que Crepúsculo foi muito odiado?

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  51. "...mas o prazer somente virá se ela fizer isso por vontade própria, e não por imposição da sociedade"
    Muito bom isso que você disse, traduz tudo o que eu penso sobre leitura! Tem que ser prazeroso, de que adianta as pessoas em volta aprovarem minha leitura se eu estou infeliz lendo isso?
    Em grande parte, é por isso que ainda vejo muitas pessoas que dizem odiar ler e me perguntam como leio tanto se não preciso (no sentido de não ser obrigada, porque pessoalmente preciso sim), a única leitura que foram apresentados provavelmente foi na escola quando a professora mandava-os ler um livro que não interessava a eles e queria o relatório na outra semana.

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  52. Sabe oq eu acharia MUITO legal? Uma história com o personagem principal com 10/9/8 anos ^^ ver o que se passaria numa situação de risco, como ela agiria, etc :3

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  53. Oi, oi Nia! Eu tenho que admitir que eu AMO suas tirinhas e que ESSA foi a melhor de todas para mim. Eu sinto que é exatamente assim que acontece e pude vivenciar algo parecido há alguns dias quando discutia sobre literatura com um dos meus professores *que se acha o CULT*. Estava falando de algumas distopias e fantasias que ando lendo e antes de entrar nos detalhes sobre personagens adolescentes e tudo mais, ele estava amando os enredos que eu estava citando, mas assim que falei de protagonistas femininas e jovens ARGHH ele surtou chamando de "subliteratura". Não compreendo as pessoas que condenam a literatura infanto-juvenil e a consideram vazia e superficial. Literatura é literatura NO MATTER WHAT. O importante é ler, não importa se é um clássico ou um best seller.

    UFFA, desculpe, só queria desabafar.
    Obrigada por mostrar como ocorre o preconceito literário (em alguns casos) na sua tirinha. Espero que não se importe, mas compartilhei esse post no meu perfil e na minha página do facebook (mais para dar uma alfinetada em algumas pessoas, confesso).
    Mil beijos,
    Isadora
    http://missbennet.com.br

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  54. Disse tudo, Isadora. Seu professor parece um pouco mente fechada. Serão alfinetadas bem dadas, hahahahah!

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  55. esqueceu que iam falar que era cópia de Jogos Vorazes

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  56. tinha um mega preconceito com divergente.
    dei uma chance pro filme e agora preciso ler o livro

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  57. gente, mas Jogos Vorazes é uma guerra descrita da maneira mais perfeita.
    nada dá certo do jeito q vc planeja, vc se vê num mato sem cachorro e tem q fingir e mudar muito pra sobreviver, pessoas importantes morrem não importa quão injusto seja, é extremamente realista

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  58. Cara, eu acho que você quis dizer que seria parecido com senhor dos anéis. O Hobbit é outra coisa. o_o

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  59. Priscila Esmeraldino17 de dezembro de 2014 16:58

    Também pensei na hora em Jogos Vorazes! hahaha

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