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Conteúdo ofensivo


Claro que existem casos e casos. E TODOS NÓS já nos sentimos frustrados alguma vez por termos feito ou dito algo que as pessoas levaram para o lado errado ou ofensivo. TODO NÓS já achamos que era exagero em algum momento. Eu mesma me arrependo de como lidei com algumas polêmicas aqui no site há alguns anos. Mas aí eu penso: quem sou eu para julgar o que ofende a outra pessoa ou não? Não vivi a mesma vida dela. Não somos a mesma pessoa. Posso até não concordar com ela e não me achar errada, mas, de qualquer jeito, sempre acho mais sensato pedir desculpas e me justificar. Afinal, nenhum orgulho é tão importante a ponto de me fazer querer lutar pelo direito de continuar ofendendo alguém.

Mas sinto que essa tirinha será polêmica. O que vocês acham?

31 comentários :

  1. Na verdade são os ofendidos que querem que o universo seja do jeito deles, são os mais favoráveis a censura do que lhes desagradam '-'
    Quando eu me ofendo quando algo que um blogueiro posta, eu simplesmente deixo pra lá ou paro de ler ele (em caso mais grave) e vivo minha vida. Eu sou portadora de um problema que muitos muitos blogs fazem piada. Óbvio que não acho legal. Mas tenho coisas mais importantes para me preocupar em minha vida e, exceto pessoas como você, Nia, nem todo mundo é aberto a esse tipo de crítica e dificilmente vai mudar a opinião da pessoa. Não vai nem plantar a semente do questionamento nela.


    E, apenas para fins de questionamento, como discernir o que é ofensivo ou não? É aquela questão de relatividade. Também não sei se concordo em proibir/censurar certas coisas que ofenderam, tipo, 4 de 1000 pessoas. Qual seria o limite da liberdade de expressão?

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  2. Uma notinha pra que eu não seja mal interpretada: Sim, eu sei que qualquer um tem o direito de se ofender com o que quiser.

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  3. É verdade, Asuna, discutir o que é ofensivo ou não é um assunto delicadíssimo, e não existe verdade absoluta. Mas a coisa de "só ignorar" fica mais perigosa quando é um grupo de pessoas pregando ódio a outras pessoas (e muitas polêmicas se englobam nesse caso). Na dúvida, sempre tento entender o lado do ofendido.

    E a questão de censura ou não é outra coisa delicada. Não acho que exista censura assim, como algumas pessoas gostam de pregar hoje em dia ("censura do politicamente correto"). Assim como alguns têm o direito de colocar no mundo o conteúdo "ofensivo", os outros têm direito de reclamar se não gostaram. E se um número muito grande de pessoas ficou incomodada, talvez seja a hora de o autor pensar sobre o seu trabalho, que há grandes chances de ter mesmo algo ali.

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  4. Alguns "humoristas" deveriam ler seu comentário, né?! Concordo em número, gênero e grau. É aquele ditado "não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você." No caso, a ofensa. Sou da turma que prefere, na dúvida, fazer piada sobre si mesmo, não sobre os outros. :)

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  5. Concordo plenamente :)
    amo debates civilizados assim S2

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  6. Tem um documentário interessante refletindo um pouco sobre esses "limites" da liberdade de expressão: 'O riso dos outros' de 2012 do Pedro Arantes. (https://www.youtube.com/watch?v=uVyKY_qgd54)
    Outro ponto importante para se refletir: "Você pode fazer piada de qualquer coisa, o que importa é saber de que lado da piada você está. Acho isso muito profundo, porque mostra que toda piada é ideológica, não existe piada só piada". (Laerte Coutinho numa entrevista na Folha). (http://naofo.de/3gme).
    Como na questão lá da revista satírica Charlie Hebdo e do humorista Dieudonné M'bala M'bala numa mesma França: a defesa de liberdade de expressão com unhas e dentes e outro rechaçado com mesmo vigor, mas dentro da linha de discursos de ódio. Quem tem mais força na França? O povo imigrante islâmico ou a influência e o poder (econômico, político e cultural) judaico? Enfim acho que a questão ultrapassa valores éticos ou humanismo ou coisas do gênero.

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  7. Na minha mera opinião, não gostou, não leia.
    Em hipótese nenhuma alguém deve ser privado de expor suas ideias.
    Se VOCÊ está SE sentindo ofendido, reclame com quem está te ofendendo (você).

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  8. Dependendo do blog, dependendo da pessoa, acho que vale a pena conversar e expor o problema. Realmente, nem todo mundo é aberto a críticas, mas acho que não custa tentar. Não precisa postar publicamente, com letras maiúsculas e em negrito, mas acho que um e-mail uma mensagem privada, demonstrando o porque você achou tal conteúdo ofensivo, é até benéfico. :)

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  9. Interessante isso de ofenda porque as vezes respondemos muitas vezes por emoção.
    Por exemplo, recentemente na minha faculdade de Biblioteconomia teve um evento em comemoração ao dia do Bibliotecário e chamaram um economista para discutir sobre. Eu não fui, mas um colega q foi disse que o economista falou horrores da profissão, falou mal das bibliotecas daqui, o colega comentou que ele falou varias itens desinformado sobre a real situação e falou coisas como "daqui a alguns anos não precisa de biblioteca, a internet vai substituir ela!". Ele ficou tão ofendido que foi embora no meio da palestra.
    Alguns dias depois, quando os alunos estava comentando o evento em sala de aula e outra colega, que também foi no evento, defendeu que o conteúdo do dizeres do palestrante tem que ser levando em conta. Ela comentou algo como "ele foi falar lá na frente como usuário da biblioteca. Ele comparou muitas vezes as bibliotecas do Brasil com a dos Estados Unidos. Ele falou muitas coisas que realmente faltam aqui, que deveríamos implementar nas nossas bibliotecas, e como nossa bibliotecas são deficientes em atender o que o usuário quer".
    Eu fiquei bem impressionada com todo o episodio e fique refletindo sobre isso no assunto. Enquanto um se ofendeu levando para o emocional o que o palestrante disse, a outra colega conseguiu tirar aproveito da critica. Meio que levei como aprendizado toda situação, de entender a critica do outro, mesmo que, aparentemente tenha falado horrores, tinha alguma coisa lá que podemos usar. Não estou falando que toda critica é valida, tem gente que realmente não sabe fazer uma critica construtiva, mas que muitas vezes acabamos levando para o emocional ou não conseguimos entender o ponto do outro por orgulho, talvez.
    Enfim, hj lamento muito ter perdido essa palestra.

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  10. Que tirinha ofensiva! :P

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  11. Então...
    Quando eu leio algo ofensivo, eu simplesmente ignoro; nem mesmo comento se ou o porquê disso ter me ofendido. Mas sei que nem todas as pessoas reagem assim. No meu ponto de vista, SEMPRE haverá algo que você irá considerar ofensivo. Todo dia eu leio e ouço coisas que chegam a me "ofender", de certa forma, mas nem por isso me acho no direito de ficar reclamando por aí. O que eu achei ofensivo, outros podem ter achado divertido, ou inteligente.
    Além disso, opinião é opinião. E, na maioria das vezes, essa opinião gera alguma ofensa para alguém. É impossível 100% das pessoas lerem uma piada sobre um esteriótipo (loiras, por exemplo), e não acharem essa piada ofensiva. Com certeza vai ter alguém que vai reclamar.
    Mas entendi bastante seu ponto de vista, e concordo com ele em muitas partes. Eu também não entendo por que algumas pessoas, durante uma discussão ou um mal entendido, por exemplo, não podem "dobrar o joelho" e pedir desculpas uma vez na vida.
    É um assunto bastante controverso. Se todos forem parar de comentar/falar/postar coisas apenas porque elas são ofensivas para outras pessoas, 95% dos posts da internet irão desaparecer.

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  12. Hoje em dia precisamos medir nossas palavras de todos os modos mesmo. Mas acho que com o tempo a gente acaba melhorando. Experiência própria. O importante é aprender com os erros.

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  13. Eu acho que as pessoas estão intolerantes demais com o que consideram como "ruim", não dá para consertar o mundo como querem e na hora que querem, porque as pessoas tem o direito de serem erradas. Há aquilo que deve ser respondido, mas algumas vezes é preciso ignorar que faz mais bem à saúde, só que atualmente o ato de ignorar algo ruim é uma habilidade muito pouco usada e está se tornando quase desconhecida. Sem falar que ser ignorado dói muito mais na alma do que receber uma resposta malcriada, porque a pessoa pensa em algo mirabolante para falar, mas você recebe com indiferença, ela fica revoltada e isso é a melhor parte. rs

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  14. Oi!
    Verdade.
    No fim das contas acredito que nos dias de hoje as pessoas tenham se tornado "dodóis" demais? Qualquer coisa é motivo pra barraco, mas boa parte de quem fala acaba não se importando com o que realmente precisa, se é que me entendem.

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  15. Eu acho que a sociedade está acostumada a ofender as pessoas como se fosse algo normal, e só agora essas pessoas ofendidas estão ganhando voz pra dizer "Ei, isso nunca foi legal". Daí parecem que estão reclamando de TUDO, mas não estão. E quem está acostumado não gosta de mudar de atitude.

    Acho que as pessoas tem mais é que reclamar SIM. Ignorar é dar passe livre para a ofensa acontecer novamente. E, quando alguém aponta algo problemático, gera um diálogo que acho muito saudável se os dois lados estiverem dispostos a isso (E deveriam estar, né, vida em sociedade).

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  16. Como reproduzir um estereótipo que marca todo um grupo de pessoas como "burros" pode ser uma coisa boa e não deve ser evitado? o.o

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  17. Assenti fervorosamente com a cabeça, levantei e aplaudi. (Eu lendo o seu comentário.)

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  18. Sim sim, mas existem pessoas que caçam pelo em ovo, e por mais que a pessoa se justifique elas ainda continuam querendo briga. Vi um exemplo desse nas ilustrações da Carol Rosseti no face, onde ela postou algo sobre pessoas muito brancas que pararam de tomar sol porque queimava a pele delas, não deixando bronzeado, e os outros ficavam enchendo o saco, chamando de fantasma, doente, etc. Veio uma enxurrada de mal educados, falando sobre como ela estava fazendo apologia ao racismo colocando as pessoas brancas como superiores. E mesmo depois dela se explicar e pedir desculpas, as mesmas pessoas mal educadas continuaram xingando as desculpas dela.


    Enfim, existem casos e casos. Dependendo do quão aberta a pessoa está ao diálogo e a ver do outro lado, vale a pena debater pontos de vista diferentes. Mas lutar com os hater sieg heil que existem por aí é complicado =/

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  19. Sim, Marta! Existem casos e casos. Nesse caso, acho que os que reclamaram pecaram duplamente: primeiro, não tentaram entender o contexto (com uma busca de 5 segundos pelos outros trabalhos da Carol Rosseti dava pra entender que ofender NUNCA seria a intenção dela, pelo contrário, ela só prega a quebra de preconceitos); segundo, quiseram combater "ofensa" (mesmo que equivocada) com outra ofensa, com respostas agressivas e sem querer ouvir a explicação do autor.


    É obrigação de ambas as partes, não só dos autores do conteúdo, ter empatia e saber ouvir.

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  20. Realmente é uma questão delicada, por exemplo se você rir de uma deficiencia de uma pessoa pode ser ofensivo e concordo que devemos ter cuidado com isso. Acho que não tem como se policiar o tempo todo em relação a isso, mas acho que devemos ter a humildade para pedir desculpas quando erramos, e também acho que desculpas devem ser aceitas e não simplesmente levado diretamente para o tribunal todos os casos. Agora tem também os caras de pau igual na ultima eleição muitos politicos processando blogueiros, ou simplesmente qualquer um que comentasse na internet fatos passados da sua carreira aonde foi pego com a cueca cheia de dinheiro na mão. Ou seja existe quem se faça de vitima e existe quem realmente tem o direito de se sentir ofendido.

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  21. Faltou apenas o fedora no ~nobre ofensor~ :P

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  22. Sim, essa tirinha dará uma treta maligna. Hey, Niazinha (posso te chamar assim?), achei demais a sua tirinha (gosto de todas as tirinhas do Sílvio Sem Senso Social), me fez refletir um pouco. Quando sairá o 'Como eu realmente...' volume 2? Espero sua resposta, abraço! ^^

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  23. Oi, Laura! Fico muito feliz por isso, viu! <3
    E o volume 2 tem previsão de lançamento para maio agora. Espero que goste!
    Beijos!

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  24. Felipe, eu nunca disse que os tais esteriótipos eram uma coisa boa (no entanto, certamente existe gente que acha engraçado). Disse apenas que, no meu caso, eu opto por só ignorar o que acho ofensivo. As outras pessoas não precisam fazer o mesmo, minha reação não é universal.

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  25. Carolina Porfírio23 de março de 2015 13:48

    Vim conferir o comentário. Eu vejo da mesma forma que que o Felipe comentou. As minorias estão ganhando voz, conseguindo gerar grupos e notando que juntos "somos mais fortes". Com isso, claro, podem lutar com o que é ofensivo pra eles. Acho super importante ouvir isso, dialogar, aprender... Mas como mostra a Fernanda na tirinha, nem todo mundo pensa assim. :(

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  26. Que forma singela de certa forma nos alertar para esses problemas que hoje estão cada vez mais intensos. Hoje parece que o ambiente está mais propenso ao caos do que nunca. Eu temo muito o que o futuro reserva pois a cada dia aparece uma coisa e você fica com as mãos atadas para comentar sem de certa forma querer machucar as pessoas, mas é inevitável pois naturalmente todos tem suas diferentes perspectivas a respeito de um assunto. Umas aderem, outra repudiam. O que eu realmente gostaria que essa tirinha ressaltasse para as pessoas é a educação, que principalmente nos ambientes virtuais parece que vai se extinguindo.

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  27. Sávio Rodrigues1 de abril de 2015 13:45

    Concordo, dialogar é sempre válido, o que eu acho também é que é necessário haver atenção quanto a censura. Por exemplo, em uma postagem de blog ou facebook, desde que a pessoas que postou não tenha clara intenção de ofender alguém ou um grupo, essa pessoa tem o direito de se expressar como quiser, afinal, ninguém tem o direito de não se ofender. Só pra exemplificar, se alguém postar: "A igreja tem pagar imposto, pois gera riqueza". A pessoa que deu essa opinião, claramente não quis ofender grupo algum, e ninguém tem o direito de calá-la. Mas se ela postar: "Os evangélicos são ladrões sonegadores de impostos", neste caso, ela quis ofender quem é evangélico e cabe aí uma reclamação.

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