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Influenciável

Sou extremamente influenciável pelos livros que estou lendo, a ponto de querer comprar jaquetas de couro e botas quando leio sobre mulheres poderosas em fantasia urbana. Ok, talvez eu seja um pouco influenciada DEMAIS

Estou atualmente lendo um livro em que uma das personagens é uma moça ambiciosa, poderosa e agressiva (Filha das Trevas, pela Kiersten White), e me peguei respondendo que "se fizer frio, eu vou bater no frio!!" sobre que casaco eu levaria na minha viagem à São Paulo esse fim de semana.


Obs.: Falando em São Paulo e em livro, tô indo lá justamente pra participar da Bienal do Livro! Dia 4/8, sábado, às 15h, no estande da Plataforma21 (Editora V&R, K048), tem lançamento de Mensageira da Sorte, meu livro novo. Falando nisso, postei esses dias uma thread no Twitter com 15 trechos curtos da história, para vocês terem uma ideia sobre o que é. Só clicar no tweet abaixo e ser feliz. <3

Em dias lindos

Como nos comportamos em lindos dias de Sol 

Após analisar minhas olheiras, minha pele pálida e minha reação de sibilar e me contorcer quando a cortina é aberta e sou exposta ao Sol, pesquisadores do departamento de História da Universidade de Cambridge publicaram um estudo sobre o meu possível papel como inspiração no surgimento do mito do vampiro moderno. Seria meu comportamento aos domingos de Sol a peça do quebra-cabeça que faltava para entendermos o desenvolvimento de milênios desta figura fantástica tão querida pela ficção mundial? O estudo pode ser lido na íntegra na minha imaginação.com.

Obs.: Mentira, eu nunca deixo a janela fechada, hahahahah. Preciso deixar aberta para a Srta. Garrinhas entrar.


Fernanda Nia na Bienal de Minas Gerais


Gosto literário

 

O problema de gostar de muita coisa é a compulsão doentia que vem com isso. Você começa a comprar todos os livros que vê pela frente para aquele distante dia em que finalmente vai estar a fim de ler sobre aquele tema, até vender todas as suas possessões materiais, imóveis e órgãos corporais para alimentar seu vício e acabar como um indigente surpreendentemente letrado, metendo a cabeça para fora da sua cabaninha de livros e papelões sujos de yakisoba do lixo do bandejão da esquina para gritar para os passantes algumas curiosidades dos livros mais obscuros que você já leu, enquanto mães assustadas puxam seus filhos para longe de você na calçada pedindo que não mantenham contato visual com o "mendigo maluco".

Obs.: Sim, fiz um período com 8 linhas e um único ponto final. Fôlego, deal with it.


Nia-ha e Lady Garras em... Baú (pt.2)


Um figurante aleatório cruza com a heroína na rua. Ele aperta os olhos, intrigado, e reconhece aquele amuleto que ela carrega no pescoço. Tem as iniciais do nome dele. Tem a foto da esposa dele. Mas a heroína não quer devolvê-lo. Diz que ganhou de um baú em uma casa. Que é dela. Agora o homem precisa batalhar com a ladra maldita para recuperar seus pertences. Ela o mata.

...E agora? E se todos os vilões figurantes que matamos nas nossas jornadas eram apenas pessoas nos atacando porque lhes fizemos algum mal? Porque roubamos suas coisas, batemos em seus parentes? Será que toda nossa vida tem sido uma mentira? Será que no fundo somos nós mesmos os vilões?


Nia-ha e Lady Garras em... Baú (pt.1)

 

 Um estranho conversa com o carpinteiro do vilarejo: "Sim, moço, eu quero um baú para oferecer objetos valiosos a aventureiros desconhecidos em locais ermos e inatingíveis. Esse de mogno com acabamento em ouro e capacidade de armazenamento de 400 litros me parece bom. Ahn? O que eu quero guardar? Ah, é só esse anelzinho de dedo mindinho..."