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Sarcófagos

 

Sabe-se que os antigos egípcios tinham o costume de separar os órgãos dos mortos em pequenos vasinhos depositados junto aos sarcófagos para deixá-los "protegidos" na viagem ao pós-vida. A múmia devia chegar lá do outro lado toda feliz, né, abrindo um monte de presentes. Será que foi daí que surgiu a ideia do Kinder Ovo moderno?

Obs.: Desculpem se fiz alguém perder o apetite, hahahahahah.

Tirinha inspirada por esse tweet do @Tamarutaco:

Filmes clássicos

Como eu realmente me sinto quando estou assistindo à filmes clássicos do cinema

A nota do filme Nosferatu é 8 no iMDb, apesar de eu estar até hoje tentando me recuperar das cicatrizes emocionais de quando tentei assisti-lo na faculdade. Isso acontece porque a importância de um filme para a história do cinema tem muito mais a ver com o contexto em que ele foi lançado, considerando as inovações e debates que trouxe ao cenário internacional. É óbvio que hoje vivemos em um ritmo completamente diferente, e é impossível qualificá-lo usando como parâmetro o gosto pessoal de uma garota geração Y como eu. Até aprecio muitos filmes clássicos, mas dos que não gosto vou me limitar a reconhecer seu valor para a história e seguir em frente, porque eu estaria me enganando demais se dissesse que curti só para me sentir melhor comigo mesma.


A melhor parte do livro

O que realmente acontece sempre que eu chego à melhor parte de um livro

As melhores partes de um livro atraem família assim como fones de ouvido atraem desconhecidos querendo conversar no ônibus. Mas não estou reclamando. Às vezes, quando você presta atenção nos detalhes, a história deles consegue ser tão interessante quanto qualquer uma de ficção. E tem uns doidões que aparecem de vez em quando que, olha, dão de dez à zero em uns livros de surrealismo fantástico por aí.


Vestidos e escadas


Esse vestido da Niazinha (que desenhei inspirada na imperatriz Sissi) me lembrou aquela lição de história sobre o Tratado de Panos e Vinhos, onde a Inglaterra se comprometia a consumir os vinhos de Portugal e este, por sua vez, consumia os tecidos da Inglaterra. Observando a quantidade de pano nessa roupa da Niazinha, que apesar de ser quase um século e meio mais recente e austríaco ainda reflete o excesso antigo, fiquei com uma impressão bem clara de que, ao assinar esse tratado, Portugal, bom, se ferrou pra caramba. Aí descobri algo interessante. Nos artigos em português, como este e este, e como eu mesma aprendi na escola, é de senso comum que o acordo foi pior para Portugal (além de tecidos serem muito mais essenciais para a população que vinhos, importá-los e não produzi-los foi um desestímulo para a industrialização portuguesa). Já nos artigos em inglês, porém, eles defendem que foi suuuper benéfico, e que foi graças a esse tratado que "Portugal manteve uma posição política forte que se mostrou fundamental para manter a integridade territorial da sua colônia mais importante, o Brasil". Quem está certo?

Isso me faz pensar em todas as outras coisas que nos ensinam nas escolas que podem ser igualmente tendenciosas, talvez até erradas, e eu nunca vou saber.




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