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Luta diária

Ela é altamente inteligente, capacitada e fantástica, mas tem sempre gente que se acha melhor

Sim, eu assisti a Estrelas Além do Tempo essa semana. É um filme maravilhoso, e muito, MUITO importante, tanto historicamente quanto socialmente. Todos deviam assistir. Meu comentário vai ser só esse hoje, porque nada é mais relevante que dizer isso. Fica a dica!

Que diferença faz?


Ler histórias sobre personagens diversos e diferentes de nós nos faz conhecer o seu mundo para termos empatia com seus valores e dificuldades, o que nos torna pessoas menos preconceituosas e mais respeitosas com eles. Mas o mais importante nessa necessidade de existir mais diversidade na ficção é que todos merecem ler histórias em que pessoas como elas são protagonistas.

Esse quadrinho especial é uma página que fiz para a campanha Que diferença faz?, promovida pelo Ministério Público de Minas Gerais. Uma revista organizada pela Carol Rossetti com os quadrinhos de inúmeros autores como eu falando sobre esse tema foi lançada no Festival Internacional de Quadrinhos. Vocês podem lê-la na íntegra e compartilhá-la aqui. Ficou linda! ♥

Conhecidos preconceituosos

 

     — Meu chefe me assediou porque fiz escova no cabelo — disse a loira.
     — O segurança me pediu pra sair de uma loja no shopping mais cedo — disse o negro.
     — Ameaçaram me espancar porque dei a mão a quem eu gosto na rua — disse o gay.
     Lado a lado no balcão do bar, os três entornaram suas bebidas goela abaixo. Então a piada morreu, porque nada daquilo tinha graça.


O FIQ começa hoje!

E eu estarei lá na sexta! Guardem a data, amigos de BH ou que viajarão para o Festival Internacional de Quadrinhos. Sexta-feira, dia 13 de novembro. Participarei de um monte de atividades do festival neste dia, conforme o cronograma aqui. Às 18 horas, ainda tem sessão de autógrafos comigo. Fora isso, também estarei por lá no sábado, provavelmente próxima ao estande da Editora Nemo. Estou ansiosa para revê-los! ♥

Preconceito online


Às vezes, quando vejo alguém sendo machista, racista ou homofóbico na timeline, tento conversar. Na maioria dos casos, porém, não são pessoas que querem ouvir. Me sinto dividida nessa hora: deixar de seguir a pessoa e suas publicações preconceituosas vai ser bom para a minha saúde mental, mas não dialogar para tentar torná-la mais empática faz eu me sentir cúmplice por deixar que continue disseminando seu discurso de ódio. De qualquer jeito, a cada publicação do Como eu realmente que crio para discutir algum preconceito, estou sempre secretamente desejando muito que a indireta chegue até essas pessoas.

Preconceito racial

 

 A situação retratada realmente aconteceu recentemente com um amigo escritor meu. Por isso, o convidei para escrever o comentário desta tirinha. Com vocês, Jim Anotsu:

"A gente pensa que as coisas só acontecem nos U.S and A, mas aqui o problema é tão grande ou maior do que lá. É por isso que precisamos ficar atentos ao nosso redor para não sermos injustos e não deixarmos passar quando isso se repetir. Essa situação aconteceu comigo essa semana e acontece todo dia com um monte de gente, uma coisa bem pior do que ser pisoteado por hipopótamos em fila. É como se um bocado do nosso orgulho fosse passado num moedor de carne. Mas não precisa continuar sendo assim. É só a gente cuidar das nossas pequenas ações, porque como já cantava o Public Enemy: é preciso uma nação de milhões para nos deter."


Preconceito literário

 

A literatura para jovens adultos sofreu um boom enorme nos últimos anos e não é só porque o público é ávido pela leitura. Fiquem com alguns links relevantes:



Sobre leituras e leitores, por Taissa Reis.



Preconceito e Quadrinhos


E o clássico problema de julgar pela capa e chamar "de menininha" não é o único empecilho que as mulheres autoras enfrentam nos universo dos quadrinhos.

Essa semana recebi uma mensagem muito triste de um leitor. Em suma, ele pediu à sua mãe o livro do Como eu realmente e, depois que ela o folheou na livraria, disse que se recusava a comprar para seu filho um livro "de menininha". Pois é. Só por ter cores claras e uma personagem protagonista feminina, o livro foi automaticamente tachado de exclusivo para portadoras de altas taxas de estrogênio no sangue, mesmo que a grande maioria das situações aqui relatadas sejam universais a todos os gêneros. (Isso quando não é jogado na seção infantil também.)

Essa obsessão por rótulos preconceituosos de grande parte do público inibe inúmeros leitores (ou mães de leitores), principalmente do sexo masculino, porque, apesar de gostarem do material, eles se sentem culpados ao lê-lo, como se estivessem fazendo algo de errado. Vocês ficariam assustados com a quantidade de mensagens que eu já recebi de leitores me perguntando se o Como eu realmente é mesmo só para mulheres, ou se eles podem ler também. É claro que podem! Quem define pra quem ele é são vocês, queridos. O público. E também não precisam me dizer que "gostam muito, apesar de serem homens". Vocês nunca precisam justificar um gosto para alguém. Gosto é gosto, não é vergonha.

Aliás, todos temos o direito de gostar do que quisermos, enquanto não estivermos prejudicando ninguém, assim como todos temos o dever de respeitar o gosto das outras pessoas.

Então é essa a minha mensagem final: nunca permitam que o preconceito imponha limites a vocês, e muito menos deixem que o julgamento alheio os impeça de serem quem realmente são. Vocês mesmos.




Falando em mulheres nos quadrinhos, tem projetos lindos para incentivar o crescimento das nossas amigas nesse ramo. Super recomendo pra quem quiser acompanhar ou apoiar de qualquer forma o 1º Encontro Lady’s Comics, que acontecerá em outubro em BH, e o livro da página Mulheres nos Quadrinhos, que já está confirmadíssimo no Catarse. :)